Logo

'Artistas que a ESM viu nascer”

“Artistas que a Esm viu nascer” 
O projeto” Artistas que a ESM viu nascer” foi apresentado no dia 27 de julho, pelas 16:30, no auditório António Manuel Couto Viana, da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo. Trata-se de uma série de 10 filmes documentais alusivos à Vida e obra de artistas que, de uma forma ou outra, se encontram intimamente ligados à história da Escola Secundária de Monserrate e à cidade de Viana do Castelo e compreende escultores, pintores, ceramistas, artistas gráficos e da área da fotografia, entre outros.
Efetivamente, a Escola Secundária de Monserrate - que atualmente faz parte do Agrupamento de Escolas de Monserrate - é uma escola com 130 anos, impregnada de grande cariz técnico e artístico, que cedo se afirmou como uma mais-valia para os seus alunos, quer pela qualidade dos cursos que ministrava, quer pela qualidade dos Mestres que nela empenharam todo o seu saber e dedicação.
Este projeto surge na sequência de um desafio lançado pelo Centro Cultural do Alto Minho, aquando do lançamento do livro sobre o Artista Carolino Ramos, “Carolino Ramos – a pulsão pela Arte”, de Álvaro Campelo e Gonçalo Fagundes (Centro Cultural do Alto Minho e Município de Viana do Castelo), no dia 30 de julho de 2016.



Como Carolino Ramos foi aluno e Mestre desta escola, foi proposto ao responsável pelo núcleo museológico da Escola Secundária de Monserrate, Professor António Costa, dar um testemunho da passagem do Mestre aquando da apresentação do livro.
Porque a Escola ministra o Curso Profissional Técnico de Multimédia, com recursos materiais e humanos capazes de produzir conteúdos audiovisuais de qualidade, optou-se, então, por fazer um pequeno vídeo sobre a vida e obra do Mestre Carolino Ramos. 
Envolvendo as turmas do Curso Profissional Técnico de Multimédia, no âmbito da sua Prova de aptidão Profissional (PAP), respetivos professores, Biblioteca Escolar, as pesquisas do Professor António Costa e o Centro Dramático de Viana do Castelo, o projeto ganhou outras proporções, passando de um pequeno vídeo para a realização de um documentário. 
Rapidamente, o documentário “Águas do rio em que bebi” - realizado no ano de 2016 - ultrapassou os muros da Escola, tendo sido apresentado publicamente em diferentes espaços da Cidade, recolhendo críticas e incentivos no sentido da continuidade do projeto, uma vez que a escola é pródiga em figuras marcantes da memória coletiva desta cidade. 
 O projeto inclui já os documentários sobre os artistas a seguir nomeados, alguns em fase de conclusão, sendo que, após a realização desta série de 10 documentários, será ponderada a realização de uma nova série, dada a quantidade, relevo e riqueza da obra dos “Artistas que a ESM viu nascer”, que esta série não esgota.

Assim entre outros, e apenas por ordem de abordagem:
Carolino Ramos, natural da Freguesia de Areosa, foi aluno de Serafim de Sousa Neves, Jacinto Alves e Miguel Nogueira, todos lhe reconheceram e enalteceram as qualidades artísticas.
Foi, em muitos anos letivos, Mestre nas Oficinas Artísticas da Escola, de 1927 a 1960.
As marcas do seu talento ficaram espalhadas pela cidade e pelas casas de muitos vianenses, em áreas como pintura, cerâmica, gesso, talha, decoração, cenários, restauro, reclames, cartazes e demais decorações da Senhora da Agonia.

Salvador Vieira, pintor e escultor, estudou desenho e modelação na Escola Industrial de Viana do Castelo com o Mestre Carolino Ramos e, durante sete anos, frequentou a sua oficina para se aperfeiçoar. Mais tarde foi para a escola de Belas Artes em Paris e a sua marca está patente na enorme quantidade de obras que se encontram espalhadas um pouco por todo o país. 

Rui Pinto, pintor e ceramista, expõe, quer individual quer coletivamente, em Portugal e no Estrangeiro, desde 1971.
Integrou o Grupo de Artistas Portugueses na Exposição Nacional de Gravura Contemporânea, executou vários painéis em azulejo para edifícios públicos e privados e criou 32 medalhas destinadas a organismos e eventos em Portugal e em Espanha.
Ilustrou, ainda, dezenas de obras literárias.

Manuel Rocha licenciou-se em Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e fez estágio Pedagógico na Escola Artística de Soares dos Reis. 
Participou em várias exposições, executou inúmeras obras para os Concelhos de Viana do Castelo e Ponte de Lima e, ainda, para os Palácios da Justiça de Estremoz e Peso da Régua. 
Como o projeto já não se circunscrevia aos quatro muros da Escola, apresentou-se uma candidatura à Fundação Caixa Agrícola do Noroeste, por se tratar de uma Fundação de Solidariedade Social que apoia ações de carácter cultural, educativo, artístico, social e filantrópico, para atribuição de um subsídio que permitisse produzir 10 filmes documentais do respetivo projeto.
Iniciou-se, assim, uma parceria entre as duas instituições, cabendo à Fundação a promoção, divulgação e distribuição dos documentários, através do protocolo assinado no passado sábado, na Biblioteca Municipal.
Concluindo, este projeto pretende contribuir para a construção da memória coletiva da Comunidade e da Instituição Escola Secundária de Monserrate, construindo uma série de documentos cinematográficos, para que as novas gerações tenham consciência da honra que é pertencer a uma escola que continua a ser, apesar das adversidades, um motivo de grande orgulho para toda a Comunidade Educativa e para toda a Região.

Equipa de Produção e Realização:
António Costa: responsável pelo Núcleo Museológico da ESM (falecido a 2 de Junho de 2019)
João Palhares Lima: Professor do Curso Profissional Técnico de Multimédia
 Fernanda Neves – Professora Bibliotecária (em final de exercício de funções)

?>